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1535: DAMIÃO DE GÓIS NA EUROPA, GARCIA DA ORTA NA ÍNDIA E A INQUISIÇÃO EM PORTUGAL

«Neste ano de 1535, o português Damião de Góis escrevia ao seu amigo Erasmo de Roterdão sobre a morte por decapitação do amigo deste, Tomás Morus, autor da Utopia. A Europa mergulhava no sectarismo entre versões do cristianismo, a caminho das guerras de religião. Toda? Não. No canto sudoeste do continente, um Reino de Portugal até então periférico estava no que poderia ser considerado o seu apogeu, alcançando do outro lado do mundo a Ásia, que viria a constituir a maior razão de ser da sua política imperial no século XVI. Este volume apresenta um Portugal que se espalha na Ásia, por um lado, de forma ordenada pela coroa e, por outro lado, de forma espontânea, através das vagas de aventureiros que fogem ao controlo oficial, além de um Portugal europeu inserido na realidade da Reforma protestante e da Contra-Reforma católica, solicitando ao papa que estabeleça a Inquisição no reino.

Rui Tavares

Rui Tavares (Lisboa, 1972) é escritor e historiador, com estudos em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a censura portuguesa no século XVIII, «Le Censeur Éclairé», que constitui a base de O Censor Iluminado. Investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é actualmente policy leader fellow no Instituto Universitário Europeu de Florença. É cronista no jornal Público e comentador da RTP. Foi eurodeputado (2009-2104) e é um dos fundadores do partido LIVRE.
Com a Tinta-da-china publicou O Pequeno Livro do Grande Terramoto (prémio RTP/Público Melhor Ensaio 2005), traduzido em russo e que será em breve publicado em Itália; Pobre e Mal Agradecido (crónicas, 2006); O Arquitecto (teatro, 2007), também publicado no Brasil; O Regicídio (ensaio, 2008; com Maria Alice Samara), O Fiasco do Milénio (crónicas, 2009); A Ironia do Projeto Europeu (ensaio, 2012); Esquerda e Direita: Guia histórico para o século XXI (ensaio; 2015); O Censor Iluminado (ensaio; 2018). É coordenador da colecção Portugal, uma Retrospectiva, publicada na Tinta-da-china durante o ano de 2019.
As suas traduções de Cândido, ou o Optimismo, de Voltaire, e de Tratado da Magia, de Giordano Bruno, estão também publicadas na Tinta-da-china.

Zoltán Biedermann

Zoltán Biedermann é historiador e co-fundador do programa de estu­dos luso‑brasileiros na University College London. É autor e coordenador de numerosos trabalhos sobre a expansão portuguesa na Ásia, incluindo (Dis)connected Empires (2018), Global Gifts (2018), Sri Lanka at the Crossroads (2017), The Portuguese in Sri Lanka and South India (2014) e Atlas historique du golfe Persique (2006). Doutor em História dos Descobrimentos e da Ex­pansão pela Universidade Nova de Lisboa e pela École Pratique des Hautes Études de Paris, licenciado em História/Arqueologia pela Universidade do Porto, foi professor visitante na Brown University e na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris.