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2019: UM OLHAR HISTORIOGRÁFICO SOBRE O PORTUGAL DE HOJE

Não é possível começar a história do zero. Mas é possível começá-la a partir do agora. Neste volume introdutório, olhamos para a história de Portugal a partir de 2019 e nas suas interacções com a história do mundo. Como descreveríamos a trajectória portuguesa se pudéssemos resumir um milénio num só dia? Como poderia um historiador do futuro narrar a história dos primeiros três meses de 2019? Que novos actores políticos — minorias, mulheres, jovens — marcam o nosso tempo? Como mover-nos entre a massa infinda de novos documentos de uma expressividade e subjectividade nunca antes vistas e que se seguiu à explosão global das redes sociais? Como servem essas ferramentas do presente para polémicas sobre o passado — do museu para os «descobrimentos» ao papel de Portugal na história da escravatura? E que grandes tendências e tensões atravessam a história do país, distinguindo-a, e a aproximam agora de um presente crítico para o futuro da humanidade? A partir de 2019, tentaremos responder a todas estas perguntas.

Rui Tavares

Rui Tavares (Lisboa, 1972) é escritor e historiador, com estudos em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a censura portuguesa no século XVIII, «Le Censeur Éclairé», que constitui a base de O Censor Iluminado. Investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é actualmente policy leader fellow no Instituto Universitário Europeu de Florença. É cronista no jornal Público e comentador da RTP. Foi eurodeputado (2009-2104) e é um dos fundadores do partido LIVRE.
Com a Tinta-da-china publicou O Pequeno Livro do Grande Terramoto (prémio RTP/Público Melhor Ensaio 2005), traduzido em russo e que será em breve publicado em Itália; Pobre e Mal Agradecido (crónicas, 2006); O Arquitecto (teatro, 2007), também publicado no Brasil; O Regicídio (ensaio, 2008; com Maria Alice Samara), O Fiasco do Milénio (crónicas, 2009); A Ironia do Projeto Europeu (ensaio, 2012); Esquerda e Direita: Guia histórico para o século XXI (ensaio; 2015); O Censor Iluminado (ensaio; 2018). É coordenador da colecção Portugal, uma Retrospectiva, publicada na Tinta-da-china durante o ano de 2019.
As suas traduções de Cândido, ou o Optimismo, de Voltaire, e de Tratado da Magia, de Giordano Bruno, estão também publicadas na Tinta-da-china.