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PRIMEIRA EDIÇÃO CRÍTICA E ANOTADA DA POESIA COMPLETA DE UM DOS MAIORES VULTOS DA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XX

«Os mais de cem anos passados desde a morte de Mário de Sá‑Carneiro oferecem‑nos a ocasião ideal para revisitar a edição da sua obra, central na geração de Orpheu e absolutamente influente nas sucessivas gerações de escritores portugueses desde então. Sá‑Carneiro é uma presença indelével no imaginário colectivo nacional, seja pela intensidade da sua escrita, seja pela força totalizadora da imagem de uma existência percebida como tendo fixado nos textos literários a sua própria dissolução.»
— Ricardo Vasconcelos

Este volume inclui todos os poemas da obra adulta e da juvenília, apresentando o conjunto inédito «Versos Dispersos da Infância e da Juventude», os primeiros que Sá‑Carneiro escreveu. Ao documentar a evolução de todos os textos, esta edição permite ao leitor observar o escritor no seu ofício. Apresenta ainda uma importante selecção de fac-símiles e um núcleo de cartas nunca antes reproduzidas (de autoria diversa), enviadas a Fernando Pessoa após a morte de Sá-Carneiro, em 1916, que revelam novos dados sobre os poemas encontrados no quarto de Paris onde o escritor se suicidou.

Mário de Sá-Carneiro

Mário de Sá-Carneiro nasce em Lisboa, em 1890, e morre em 1916 na cidade de Paris, para onde se mudara quatro anos antes. Num curto período de tempo, escreve uma obra fulgurante nos campos da poesia, da ficção e do drama, e um dos mais ricos epistolários de língua portuguesa, que evidencia todas as virtudes principais da sua literatura. Situada nas intersecções do pós-simbolismo e das estéticas vanguardistas, a sua obra apresenta uma grande riqueza temática, lexical e imagética. A vitalidade da escrita de Mário Sá-Carneiro contribuiu para renovar a língua portuguesa e granjeou ao autor a admiração das sucessivas gerações de escritores e de leitores nos cem anos passados desde a sua morte.