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500 A.C.: O MISTÉRIO DA ESCRITA DO SUDOESTE

Chegados ao fim do nosso percurso de 2500 anos de história, o que há? Cerca de uma trintena de estelas gravadas em ponta de pedra com palavras numa língua até agora indecifrada, que fascina os historiadores e espicaça o engenho de linguistas. Por entre os vestígios possíveis, os autores apresentam-nos a aventura desta «escrita do sudoeste» e o nascimento da vida urbana no final da Idade do Bronze, no território hoje português.
Viajando para trás no tempo até onde a escrita nos levou, este livro serve-nos para identificar relações discretas, regularidades e diferenças entre os percursos de que se compõe esta retrospectiva histórica.

Amílcar Guerra

Amílcar Guerra (Penha de Águia, 1953) é doutor em História Clássica, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, investigador da UNIARQ e do Centro de História. Estuda a história antiga e arqueologia da Hispânia, em particular a documentação epigráfica, as escritas, línguas e culturas pré-romanas do Ocidente peninsular e o impacto da presença romana. Co-dirigiu escavações no santuário de Endovélico (Alandroal), em Mesas do Castelinho (Almodôvar) e na cidade romana de Ammaia (Marvão).

Pedro Barros

Pedro Barros (Lisboa, 1975) trabalha na salvaguarda, investigação e divulgação do património arqueológico, em particular no Algarve, e em arqueologia náutica e subaquática. Com Samuel Melro, é co-responsável do Projecto ESTELA, cuja investigação sobre a Idade do Ferro e a escrita do sudoeste envolveu prospecções e escavações arqueológicas em Almo­dôvar e Loulé, bem como as exposições «A Vida e a Morte na Idade do Ferro» e «Quem nos Escreve desde a Serra». É autor e co-autor em revis­tas e encontros científicos de âmbito nacional e internacional.

Rui Mataloto

Rui Mataloto (Redondo, 1975) é mestre em Pré-Historia e Arqueologia pela Faculdade de Letras de Lisboa, sendo arqueólogo municipal de Re­dondo. Actualmente desenvolve a sua investigação entre a pré-história e a época romana, em particular na transição da Idade do Bronze para a Idade do Ferro e na emergência e consolidação da sociedade rural no segundo quarto do primeiro milénio a.C. no Alentejo, resultado de mais de uma dezena de escavações. Coordena trabalhos arqueológicos em parceria com universidades americanas e colegas portugueses.