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57: LUSITÂNIA ROMANA

Felicitas Iulia Olisipo é uma das principais cidades da Lusitânia romana, e é aquela que hoje conhecemos como Lisboa. Neste ano de 57 (depois de Cristo), fazem-se obras no teatro, e é esse o ponto de partida de Lídia Fernandes para uma viagem historiográfica de grande amplitude a uma época que, como lembra a autora, não é verdadeiramente de 57 d.C. Na verdade, estamos agora no ano 810 ab urbe condita, ou seja, a contar desde a fundação da cidade de Roma. A Península Ibérica — a Hispânia — está inteiramente romanizada, um mundo muito mais interligado do que pode parecer à partida. E o Tejo vê crescer na sua margem a grande cidade portuária que de periférica no mundo romano passa a ser considerada «fundada por Ulisses».

Lídia Fernandes

Lídia Fernandes (Vila Pouca de Aguiar, 1965) licenciou‑se em Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e obteve o grau de mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutoranda na Universidade de Coimbra e integra o Centro de Estudos em Arqueolo­gia, Artes e Ciências do Património (CEAACP‑UC).

Arqueóloga na Câmara Municipal de Lisboa desde 1989, tornou‑se coordenadora do Museu de Lisboa – Teatro Romano em 2010, funções que actualmente desempenha sob gestão da EGEAC. De entre os seus vários livros e artigos publicados, destacam‑se os estudos sobre arquitectura romana, arqueologia urbana e intervenções ar­queológicas realizadas no território nacional, em especial no teatro roma­no de Lisboa, além dos trabalhos resultantes do projecto de investigação sobre «História dos jogos em Portugal».