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Os autocolantes são uma das marcas visuais mais impressivas da democracia portuguesa e da liberdade política conquistada em 25 de Abril de 1974. Representam uma manifestação de identidade – eu pertenço a este partido, a este grupo, a esta associação, eu apoio este candidato, esta causa. Serviram, na sua época, para financiar e, com o tempo, para coleccionar. Há milhares de autocolantes diferentes. São um retrato do grafismo político na sua versão mais minimalista, mas também mais diversificada.

Esta publicação é o primeiro catálogo alguma vez feito dos autocolantes portugueses, inventariando aqueles que foram produzidos pelo Partido Popular Democrático (PPD) entre 1974 e 1976, ano em que mudou de nome para Partido Social Democrata (PSD). Como partido nascido da democracia, o PPD teve de escolher o nome, o símbolo, e a cor. Os autocolantes contam essa história.

José Pacheco Pereira

Nasceu no Porto, em 1949. Participou na luta contra a ditadura antes do 25 de Abril. Foi professor de vários graus de ensino. Foi deputado na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, e dirigente do PSD. Publicou mais de uma dezena de livros sobre história e política.
Colabora regularmente na imprensa escrita, na rádio e na televisão. É autor do programa da SIC Notícias Ponto Contraponto e faz parte do painel do mais antigo debate político português: Quadratura do Círculo. É autor dos blogues AbruptoEstudos sobre o Comunismo e Ephemera.
Dedica-se desde há muito à preservação de livros, periódicos, documentos e objectos ligados à memória da história contemporânea portuguesa.
Criou e mantém o arquivo / biblioteca ephemera, o maior arquivo privado português.

Júlio Sequeira

Nasceu em Lisboa, em 1965. Nos primeiros anos de liceu começou a coleccionar todo o tipo de materiais políticos, da direita à esquerda.
Mais uns que outros, porque os tempos também eram de militância activa. Mais tarde, ofereceu-os ao Ephemera e passou a colaborar no trabalho de preservar a memória colectiva em risco.
É responsável pela página dos Amigos de Ephemera no Facebook e pelo Twitter associado. Nunca como agora foi tão bom andar aos papéis.