BIBLIOTECA À NOITE - Tinta da China
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UM DOS MAIORES BIBLIÓFILOS DO MUNDO CONTA-NOS TUDO O QUE SABE SOBRE A HISTÓRIA, O FASCÍNIO E OS ENIGMAS DAS BIBLIOTECAS.

Ao construir a sua mítica biblioteca com mais de 40 mil livros num antigo presbitério em França, Alberto Manguel debateu-se com as mesmas questões de qualquer bibliotecário doméstico: dividir por línguas? Usar a ordem alfabética? Agrupar por géneros? Mesmo que não existam respostas certas, neste livro Manguel conta pelo menos as melhores histórias: há bibliotecas públicas com secções como Esgotos: Obras Seleccionadas, e bibliotecas privadas onde, alfabeticamente, os amigos‑escritores Borges e Bioy Casares ficam lado a lado. Há bibliotecários corajosos que alteram registos de requisição para salvar livros, e livros corajosos que salvam homens torturados. Há livros perdidos, livros proibidos, livros digitais, livros que ficam numa prateleira demasiado alta e livros imaginados — mas todos ocupam um espaço e enchem estantes pelo mundo fora, tal como preenchem esta Biblioteca à Noite.

«Noites há em que sonho com uma biblioteca inteiramente anónima em que os livros não têm títulos nem ostentam autores, formando uma corrente narrativa contínua. Nessa biblioteca, o herói d’O Castelo embarcaria no Pequod, em busca do Santo Graal, acostaria numa ilha deserta e, usando fragmentos dados à costa, reconstruiria a sociedade a partir das suas ruínas, relataria o seu primeiro encontro centenário com o gelo e recordaria, em penoso pormenor, como se recolhia cedo à cama.»
— Alberto Manguel

DO MESMO AUTOR DE DICIONÁRIO DE LUGARES IMAGINÁRIOS E UMA HISTÓRIA DA CURIOSIDADE

Alberto Manguel

Alberto Manguel (1948, Buenos Aires) cresceu em Telavive e na Argentina.
Aos 16 anos, trabalhava na livraria Pygmalion, em Buenos Aires, quando Jorge Luis Borges lhe pediu que lesse para ele em sua casa. Foi leitor de Borges entre 1964 e 1968. Em 1968, mudou‑se para a Europa. Viveu em Espanha, França, Itália e Inglaterra, ganhando a vida como leitor e tradutor para várias editoras. Editou cerca de uma dezena de antologias de contos sobre temas tão díspares como o fantástico ou a literatura erótica.
É ensaísta, romancista premiado e autor de vários best‑sellers internacionais, como Dicionário de Lugares ImagináriosUma História da CuriosidadeA Biblioteca à NoiteEmbalando a Minha Biblioteca, Com Borges e Uma História da Leitura (Tinta‑da‑china, 2013, 2015, 2016, 2018, 2020 e 2020, respectivamente). Foi director da Biblioteca Nacional da Argentina entre 2016 e 2018. Recebeu o Prémio Formentor das Letras em 2017.
Actualmente, vive em Lisboa, onde vai dirigir uma biblioteca e o Centro de Estudos da História da Leitura