BILAC VÊ ESTRELAS - Tinta da China
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«Eis o extraordinário relato de como o príncipe dos poetas brasileiros foi assaltado pela espia portuguesa, ou o mais engraçado episódio da história da aviação, civil e militar, no Brasil e no mundo.»
— Abel Barros Baptista

Rio de Janeiro, 1903, plena Belle Époque. Olavo Bilac, grande poeta, é amigo de José do Patrocínio, jornalista. Com o apoio de Alberto Santos-Dumont, aeronauta, José do Patrocínio constrói um dirigível. A invenção desperta a cobiça de dois franceses, que enviam uma espia portuguesa para seduzir Bilac e roubar o projecto. Acontece que Bilac não é de se deixar seduzir.

Foi assim montado o enredo do primeiro livro de ficção de Ruy Castro, conhecido como o grande biógrafo da língua portuguesa pelos seus livros sobre Nelson Rodrigues, Carmen Miranda e Garrincha. Bilac Vê Estrelas é fruto de uma ampla pesquisa histórica, evocando lugares e figuras reais — até o dirigível existiu — para depois o génio criativo do autor os subverter numa divertida narrativa, que fica algures entre o documentário irreal e o policial novelesco.

Ruy Castro

Ruy Castro (Minas Gerais, 1948) é jornalista, biógrafo e escritor. Começou como repórter em 1967 e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. A partir de 1990, dedicou-se em exclusivo aos livros. Mais conhecido pelas aclamadas biografias de Carmen Miranda, Garrincha (Estrela Solitária, 2018) e Nelson Rodrigues (O Anjo Pornográfico, 2017), publicou também, entre muitos outros livros, o clássico Chega de Saudade: A história e as histórias da Bossa Nova (2016), o relato sobre o Rio de Janeiro Carnaval no Fogo (2017) e romances como Bilac Vê Estrelas (2017) ou Os Perigos do Imperador (2022). Em 2022, ganhou o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras. É colunista do jornal Folha de S. Paulo.