CAMPO DE SANGUE - Tinta da China
10%

«A verdade pode mudar de segundo a segundo mas a mentira possui artificiosamente o dom da eternidade.»

Um homem, quatro mulheres, um crime. Campo de Sangue conta a história desse homem, cuja vida se resume a recriar-se tal e qual três dessas mulheres gostariam que ele fosse: a mãe, que já só quer que a deixem em paz; a dona da pensão onde ele vive; a ex-mulher, que o sustenta e que talvez ainda o ame. A quarta mulher é uma rapariga bonita que perturbará o mundo perfeito de mentiras que o homem construiu. Desmascaram-se, então, solidões, indiferenças, mesquinhices, paixões, dependências, poderes. Fios emaranhados de passado, presente e futuro conduzem engenhosamente o leitor pela cabeça de personagens muito diferentes entre si. Romance de estreia de Dulce Maria Cardoso, Campo de Sangue revela a mestria literária que viria a confirmar-se nos livros seguintes.

GRANDE PRÉMIO ACONTECE

Dulce Maria Cardoso

Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás-os-Montes, em 1964. Publicou os romances Eliete (2018), O Retorno (2011, Prémio Especial da Crítica; Livro do Ano dos jornais Público e Expresso), O Chão dos Pardais (2009, Prémio PEN Clube Português e Prémio Ciranda), Os Meus Sentimentos (2005, Prémio da União Europeia para a Literatura) e Campo de Sangue (2001, Prémio Acontece; escrito na sequência da atribuição de uma Bolsa de Criação Literária pelo Ministério da Cultura português). Os seus livros estão traduzidos em várias línguas e publicados em mais de duas dezenas de países. A tradução inglesa de O Retorno recebeu, em 2016, o English PEN Translate Award.
A antologia Tudo São Histórias de Amor (2013) reúne grande parte dos contos publicados em revistas e jornais. Alguns destes textos integram antologias estrangeiras, e o conto Anjos por dentro foi escolhido para a antologia Best European Fiction 2012, publicado pela prestigiada Dalkey Archive Press. Publicou ainda o livro Rosas (2017) e as histórias infanto-juvenis de Lôá, a menina-Deus (2014).
A obra de Dulce Maria Cardoso é estudada em universidades de vários países e tem sido objecto de adaptações ao cinema e ao teatro.
Em 2012, recebeu do Estado francês a condecoração de Cavaleira da Ordem das Artes e Letras.