CARLOS TEIXEIRA DA MOTA - Tinta da China
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A INDEPENDÊNCIA DE ANGOLA PELO OLHAR PRIVILEGIADO DE UM DIPLOMATA PORTUGUÊS EM FUNÇÕES OFICIAIS

Em Junho de 1975, Carlos Teixeira da Mota (1941‑1984) partiu para Luanda com a missão de preparar a Embaixada que passaria a representar Portugal após a independência de Angola, marcada para 11 de Novembro desse ano, e por lá ficou em funções oficiais até Maio de 1976.

Tornou‑se, assim, um observador privilegiado de um momento único na história e de um complexo e muito específico processo de descolonização. Registou tudo no seu diário, em cartas e dossiês cheios de recortes de imprensa e de telegramas oficiais, que já ambicionava transformar em livro — um desiderato que agora se cumpre, como «um puzzle gigantesco que se tenta lenta e cuidadosamente construir — a minha interpretação de Angola».

Carlos Teixeira da Mota

Carlos Miguel Lencastre Teixeira da Mota nasceu a 30 de Outubro de 1941, tendo entrado para a carreira diplomática em 1 de Março de 1965. Foi secretário do ministro dos Negócios Estrangeiros a partir de 1967 e colocado em Londres em Janeiro de 1969, director dos Serviços de Informação do Ministério da Comunicação Social em 1974, adjunto diplomático do alto‑comissário em Angola, em 1975, chefe dos Serviços de Instalação da Representação Portuguesa em Angola a partir de 11 de Novembro de 1975, encarregado de negócios na Embaixada em Angola a partir de 2 de Abril de 1976 e cônsul‑geral em Joanesburgo a partir de Outubro de 1977. Colocado em Brasília em 1981, aí veio a morrer, como conselheiro de embaixada, em 3 de Novembro de 1984. Casou em 16 de Dezembro de 1972 com Mary Lynn Kelso tendo tido dois filhos, Inácio e Carolina.

Foram postumamente publicadas as suas obras: Presenças Portuguesas na África do Sul e no Transval durante os Séculos XVIII e XIX (Instituto de Investigação Científica Tropical – 1989) e O Caso de Timor na II Guerra Mundial – Documentos Britânicos (Instituto Diplomático – 1997).