CARNAVAL NO FOGO - Tinta da China
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A VIDA SÃO DOIS DIAS, O CARNAVAL SÃO TRÊS, MAS A «CIDADE MARAVILHOSA» É PARA SEMPRE
O Rio de Janeiro junta-se à colecção de viagens de Carlos Vaz Marques

«Aos olhos estrangeiros, em quinhentos anos de história, o Rio foi, sucessivamente, o Éden sonhado pelos utópicos; a malograda França Antártica; um porto de piratas e corsários; um entreposto de ouro e escravos; a capital de um império europeu; uma corte de opereta; a Cidade Maravilhosa; a terra do Carnaval; e, sempre, mesmo que em surdina, uma espécie de Meca do sexo. Sustentou também a tradição de receber amistosamente e dar abrigo a quem quer que viesse para cá: guerreiros, missionários, vítimas de perseguições raciais, refugiados políticos, renegados religiosos, imigrantes de toda parte e até foragidos da lei. O Rio recebe todo mundo sem fazer perguntas. A cidade é uma permanente promessa de sol, bom humor e liberdade de movimentos. E, exceto por uma ocasional chuva, uma derrota do Flamengo (que faz a alegria de metade da cidade) e um ou outro fudevu localizado, nunca deixa de entregar o que promete.»
— Ruy Castro

Ruy Castro

Ruy Castro (Minas Gerais, 1948) é jornalista, biógrafo e escritor. Começou como repórter em 1967 e passou por todos os grandes veículos da imprensa carioca e paulistana. A partir de 1990, dedicou-se em exclusivo aos livros. Mais conhecido pelas aclamadas biografias de Carmen Miranda, Garrincha (Estrela Solitária, 2018) e Nelson Rodrigues (O Anjo Pornográfico, 2017), publicou também, entre muitos outros livros, o clássico Chega de Saudade: A história e as histórias da Bossa Nova (2016), o relato sobre o Rio de Janeiro Carnaval no Fogo (2017) e romances como Bilac Vê Estrelas (2017) ou Os Perigos do Imperador (2022). Em 2022, ganhou o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras. É colunista do jornal Folha de S. Paulo.