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PRIMEIRA TRADUÇÃO INTEGRAL EM PORTUGUÊS

«Todo o livro é uma antologia de observações curiosas e originais sobre a época, escritas por um espírito inquieto e vigilante do que faz funcionar a sociedade, e obrigando a cada instante a uma leitura em segundo grau das suas descrições aparentemente ingénuas, mas sempre remetendo para essa dimensão crítica do filósofo que pretende contribuir para transformar o mundo regido pelo absolutismo da monarquia, em França, e pelo despotismo do homem, no mundo islâmico. A diferença das Cartas Persas reside no olhar implacável, mas ao mesmo tempo curioso e apaixonado, sobre uma realidade que em muitos aspectos continua actual, o que faz com que o livro de Montesquieu não seja apenas uma curiosidade literária, mas também um apelo à independência do juízo e ao espírito de liberdade.»
— Nuno Júdice, Prefácio

Montesquieu

O filósofo e escritor Charles-Louis de Secondat, mais conhecido como Montesquieu, nasce a 18 de Janeiro de 1689, perto de Bordéus.
Em 1716, o seu tio Jean-Baptiste, barão de Montesquieu, morre e deixa ao sobrinho o seu património e o seu título, para além do cargo de presidente do Parlamento de Bordéus. Montesquieu, então com 27 anos, dedica-se a exercer funções judiciais, a gerir as suas propriedades e a desenvolver estudos científicos em áreas como a geologia, a biologia e a física, que havia estudado na Academia de Bordéus.
Em 1721, publica Cartas Persas, um brilhante retrato satírico da sociedade francesa — e parisiense em particular —, supostamente observada na perspectiva de dois viajantes persas. Do Espírito das Leis, publicada em 1748, é uma das obras mais importantes sobre teoria política e jurisprudência. Após a sua publicação, os filósofos do Iluminismo aceitam Montesquieu como igual. No entanto, o livro gera polémica, e surgem incontáveis artigos e panfletos condenatórios, aos quais o autor responde com Défense de l´esprit des lois (1750). Com este livro conquista fama internacional.
Essai sur le goût (1757), que começara a escrever 25 anos antes, foi a sua última obra.
Montesquieu morre a 10 de Fevereiro de 1755, em Paris.