10%

Estes cartazes e panfletos fazem parte de uma guerra — a guerra colonial entre as tropas portuguesas e os guerrilheiros da FRELIMO no norte de Moçambique. Contam a história da multiplicidade étnica e linguística desse território, e ilustram a complexidade psicológica de um conflito de guerrilhas, de um combate pela conquista dos corpos e das «almas».

Nesta guerra, como em todas as outras, houve vencedores e vencidos. Os homens e mulheres moçambicanos que passaram para o lado do ocupante fizeram a mais trágica e inglória das escolhas: na sua maioria foram presos, torturados ou executados. O objectivo deste livro é não deixar que esta história caia no esquecimento.

Aniceto Afonso

Nasceu em Vinhais, em 1942. Coronel do Exército em situação de reforma, cumpriu comissões em Angola (1969 -1971) e em Moçambique (1973-1975). Foi professor de História na Academia Militar (1982-1985 e 1999-2005). Foi também director do Arquivo Histórico Militar e responsável pelo Arquivo da Defesa Nacional (1993- 2007).
É membro da Comissão Portuguesa de História Militar e investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa. É ainda autor de vários estudos e livros sobre a Grande Guerra e sobre a guerra colonial, bem como sobre outros temas da história contemporânea de Portugal.

Carlos de Matos Gomes

Carlos de Matos Gomes nasceu em Vila Nova da Barquinha, em 1946. Coronel do Exército em situação de reforma, cumpriu três comissões na guerra colonial (Moçambique, Angola e Guiné), nas tropas especiais «comandos». Fez parte da primeira comissão coordenadora do Movimento dos Capitães, na Guiné.
Pertenceu à Assembleia do MFA durante o ano de 1975. É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, em co-autoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra ColonialOs Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra.
Desde 1983, escreve obras de ficção (incluindo romances, contos, guiões de filmes e séries de TV), sob o pseudónimo Carlos Vale Ferraz.