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«A viagem a Istambul constitui, desde a Antiguidade até hoje, um género literário com as respectivas regras e prevê sempre o arrebatamento da chegada. De todas as descrições de chegada a Istambul, a mais cinematográfica é talvez a de Edmondo De Amicis. […] Não posso repetir as páginas e páginas que De Amicis dedica a esta chegada, a visão inesperada de Scutari em pleno sol, a aparição súbita de Gálata e Pera, a sinfonia de casebres de mil cores, a floresta dos mastros das embarcações. Infelizmente, não me foi possível ver essa Constantinopla. Todavia, quando, poucas horas depois de chegar, subi sem hesitar ao cimo da Torre de Gálata e vi a cidade à luz do pôr-do-sol, encontrei parte das emoções de De Amicis.»
— Umberto Eco, Prefácio

«O melhor livro que existe sobre Istambul foi escrito por um autor italiano.»
— Orhan Pamuk

Edmondo De Amicis

Edmondo De Amicis nasceu em 1846, em Oneglia, actual Imperia, na região italiana da Ligúria.
Estudou na Academia Militar de Modena e serviu no exército italiano, combatendo na Terceira Guerra da Independência. Essa experiência deu origem às suas primeiras crónicas, reunidas no volume La vita militare. Retirado do exército, começou a trabalhar como jornalista no La Nazione e deu início a um capítulo fundamental na sua obra, e na sua vida: as crónicas de viagens.
Além de Constantinopla (1878), publicou relatos sobre Espanha, Holanda, Marrocos, Paris e Londres. Escreveu também poemas e contos, e tornou-se conhecido pelo sucesso de Coração, livro infanto-juvenil ainda hoje lido por todas as crianças italianas e já traduzido para dezenas de línguas.
Morreu em Bordighera, cidade da Ligúria, em 1908.