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«Um exemplo precoce de um género literário totalmente novo: um livro de viagens que não é apenas isso, mas também uma obra de arte que usa um lugar particular, num momento particular, como caixa-de-ressonância para os instintos e técnicas criativas mais profundas do escritor — em parte introspecção, em parte filosofia, em parte lirismo, em parte sociologia, e apenas esporadicamente topografia. Crepúsculo em Itália é uma reportagem metafísica.»
— Jan Morris, Prefácio

Em 1912, aos 27 anos, D.H. Lawrence viajou para o estrangeiro pela primeira vez e passou quase um ano imerso na vida rural italiana. Crepúsculo em Itália é um clássico da literatura de viagens, onde o autor utiliza a paisagem e as pessoas que conheceu como pano de fundo para reflexões mais profundas sobre a filosofia, a vida, a natureza, a religião e o destino dos homens.

D. H. Lawrence

D.H. Lawrence (1885-1930) nasceu em Eastwood, Inglaterra. Romancista, poeta, dramaturgo, pintor e crítico, é uma figura incontornável do século XX.
Começou a escrever muito cedo, tendo publicado o primeiro romance, O Pavão Branco, aos 25 anos, Filhos e Amantes dois anos mais tarde, e O Arco-Íris e Mulheres Apaixonadas na casa dos 30.
Foi vilipendiado por se opor à Primeira Guerra Mundial, acabando por deixar Inglaterra. Passou o resto da vida a viajar por países como Itália, Sri Lanka, Austrália, México e o sul de França. Foi nesse período que escreveu clássicos como A Serpente Emplumada e O Amante de Lady Chatterley.