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Da Amazónia às Malvinas resgata do esquecimento uma grande viagem de juventude, nas décadas de 60 e 70, por uma América Latina pulsando de ímpeto revolucionário. Travessias de barco, caminhadas pelas montanhas e pela selva, o clima e a geografia como protagonistas de aventuras que recriam um continente mítico, ao mesmo tempo que a autora empreende a busca por um «santuário latino-americano».

«Talvez nunca cheguemos a compreender por inteiro a motivação que levou uma rapariga argentina a empreender, enquanto jovem maoísta, algumas das ‘viagens ideológicas’ aqui descritas. […]
Beatriz Sarlo faz um inteligente e corajoso exercício de autocrítica, reinterpretando vivências ‘que não são simples recordações, porque lhes pertenço de uma maneira radical’. À luz deste outro tempo, é-lhe agora possível constatar que, em viagem como na vida, só encontramos aquilo de que vamos à procura.»
— Carlos Vaz Marques, Prefácio

Autora inédita em Portugal.

Beatriz Sarlo

Beatriz Sarlo nasceu em Buenos Aires em 1942. Foi professora de literatura na Universidade de Buenos Aires, e professora convidada em várias universidades norte-americanas e europeias: Berkeley, Columbia, Minnesota, Chicago, Cambridge, Berlim.
Em 1978, fundou (e dirigiu até 2008) a prestigiada revista cultural Punto de Vista, uma das mais activas vozes dissidentes do regime militar argentino que terminou em 1983. Entre ficção, crónica e ensaio, escreveu cerca de vinte livros, sendo o mais recente Da Amazónia às Malvinas, originalmente publicado em 2014. A sua obra está traduzida em Inglaterra, nos Estados Unidos, no Brasil e em Itália. Em 2009, foi condecorada no Brasil com a Ordem de Mérito Cultural.