DEPOIS A LOUCA SOU EU - Tinta da China
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INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: SENTIDO DE HUMOR PARA COMBATER A ANSIEDADE

O primeiro ataque de pânico de Tati Bernardi, espirituosa cronista e guionista brasileira, foi num aeroporto em Paris? Ou foi deitada debaixo da cama dos pais da amiga Daniela, quando tinha seis anos? Também pode ter sido no supermercado, no desespero de não conseguir escolher um melão.
Talvez não seja possível determinar quando começou, mas a autora foi aprendendo a viver com a ansiedade — recorrendo a terapias convencionais ou muito alternativas, vários comprimidos, mantendo-se perto de lugares seguros ou, como acontece em Depois a Louca Sou Eu (livro que decidiu escrever num dia em que se convenceu mesmo de que o avião ia cair), através do humor.

Este livro é um desabafo autobiográfico que contém uma forte dosagem de honestidade frenética, com substâncias activas como medos, manias, taquicardias e desesperos, e que, contra tudo e por vontade da autora, ainda deixa espaço para uma gargalhada.

Tati Bernardi

Tati Bernardi (São Paulo, 1979) é colunista do jornal Folha de S. Paulo e guionista permanente da Rede Globo. Escreveu guiões para telenovelas, séries, talk shows e longas-metragens, como o filme Meu passado me condena (com interpretação de Fábio Porchat, Porta dos Fundos). Publicou os livros de contos A mulher que não prestava (2006) e Tô com vontade de uma coisa que eu não sei o que é (2008), e os juvenis A menina da árvore (2008) e A menina que pensava demais (2010). Depois a louca sou eu (crónicas, 2016) é o título mais recente, foi um bestseller no Brasil — com mais de 30 mil exemplares vendidos — e foi o primeiro da autora a ser publicado em Portugal.