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Clássico da literatura inglesa, com as ilustrações humorísticas de Ralph Steadman.

«Recomendo pelo humor certeiro de Bierce, brutal ou subtil, e pela conjugação de ressentimento, nonsense, ironia e cinismo em fórmulas frequentemente demolidoras, raramente banais.»
— Francisco Belard, Expresso

Este livro é um clássico da literatura americana. O seu autor, Ambrose Bierce, amigo e rival de Mark Twain, tornou-se um dos mais famosos escritores e jornalistas depois da Guerra Civil.
Esta obra foi primeiro publicada num jornal, entre 1881 e 1906. No seu estilo deliciosamente sarcástico, com um humor satírico inteligente, o autor assume o papel do Diabo para subverter o sentido que habitualmente atribuímos às palavras. Bierce inventou um dicionário politicamente incorrecto, capaz de provocar tudo e todos. O seu humor é hoje tão acutilante como há cem anos atrás. No Prefácio de Pedro Mexia pode ler-se: «Bierce é levado do diabo, e tem todo o interesse em associar a maldição ao seu texto. […] Este Dicionário anuncia logo no seu nome que não se pretende informativo. […] O que interessa a Bierce não é descrever o mundo tal como é. […] O mundo não deve ser analisado com frieza científica ou ideológica, deve ser confrontado com os seus vícios, numa linguagem viciosa.»

Ambrose Bierce

Ambrose Bierce nasceu em Ohio, a 24 Junho de 1842. Depois da Guerra Civil Americana, em que participou do lado dos Unionistas, Bierce partiu para a Califórnia, onde se tornou jornalista. Em Inglaterra a partir de 1872, trabalhou para revistas humorísticas como a Figaro e a Fun. Regressou aos Estados Unidos em 1875, iniciando um longo período de colaboração com vários jornais.
Tornar-se-ia um dos jornalistas e escritores mais conhecidos do seu tempo, não deixando ninguém indiferente ao seu sentido acutilantemente crítico e satírico da humanidade. Com humor insolente, atacou todos os quadrantes da sociedade: as religiões, a política, a economia, o sentimentalismo…
Em 1913, aos setenta e um anos, Bierce partiu ao encontro da Revolução Mexicana, sem deixar rasto. A sua morte permanece um mistério, mas acredita-se que possa ter acontecido durante a Batalha de Ojinaga, em Janeiro de 1914.