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O primeiro romance do autor de Deixem Passar o Homem Invisível, vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela APE 2009

Um rapaz sobe a rua de uma cidade de província. O Interior é igual em toda a parte. Mas hoje vai mudar. Ele traz um segredo terrível no bolso do kispo.
Faz calor na província dos suicidas. Dá vontade de rir: uma cidade em que até o coveiro se mata… São estatísticas, tudo em números.
O space-shuttle leva cortiça do Alentejo para o espaço. O Bispo viu o maior massacre da guerra em África e calou-se. Mas hoje vai responder.
Os factos verdadeiros são os piores.

Rui Cardoso Martins

Rui Cardoso Martins (Portalegre, 1967) é escritor, cronista e argumentista. É autor dos romances E Se Eu Gostasse Muito de Morrer (2006), Deixem Passar o Homem Invisível (2009, Grande Prémio de Romance e Novela APE), Se Fosse Fácil Era Para os Outros (2012) e O Osso da Borboleta (2014), bem como das colectâneas de crónicas Levante-se o Réu (2015) e Levante-se o Réu Outra Vez (2016, Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE). Tem livros traduzidos em diversas línguas e publicou contos em várias revistas nacionais e internacionais.
Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, foi repórter do Público na sua fundação, recebeu dois prémios Gazeta e é cronista no Jornal de Notícias e na Antena 1.
É argumentista de cinema e televisão e autor de peças de teatro, destacando-se nesta área o argumento original do filme A Herdade (2019, co-autoria), candidato ao Leão de Ouro e Melhor Argumento no Festival de Veneza, aos Óscares e aos Prémios Goya; a série policial da RTP Sul (2019, co-argumentista); e os filmes Em Câmara Lenta (2012) e Zona J (1998). Foi co-fundador das Produções Fictícias e co-criador e autor dos históricos programas de humor Contra-InformaçãoHerman Enciclopédia e Conversa da Treta.
Actualmente, é professor convidado da cadeira de Arte da Crónica, integrada na pós-graduação em Artes da Escrita da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.