ESTRATÉGIA - Tinta da China
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O grande clássico da estratégia militar.

«Liddell Hart encoraja uma nova geração de oficiais a pensar por si própria, em particular a pensar em termos de alcançar o sucesso pela surpresa e por uma melhor mobilidade; valoriza, como nunca antes acontecera, o intelecto e o talento profissional, em detrimento da tradição e da antiguidade.»
— Miguel Freire

Uma obra que revolucionou a teoria e a prática militares, defendendo, pela primeira vez, a estratégia da «abordagem indirecta». Na sua origem esteve a experiência traumática do autor enquanto soldado da Primeira Guerra Mundial e a terrível mortandade a que se assistiu nas batalhas de confronto directo. As suas ideias teriam enorme repercussão, reflectindo-se na alteração das tácticas militares da Segunda Guerra Mundial — a blitzkrieg alemã é disso o maior paradigma. Ao longo de décadas, Liddell Hart foi desenvolvendo e aperfeiçoando a teoria estratégica da abordagem indirecta, tendo-se o presente livro tornado numa obra de referência. Percorrendo a história militar desde 490 a.C. até ao período da Guerra Fria e debruçando-se sobre os grandes estrategos, de Epaminondas a Hitler, o autor demonstra como os feitos dos grandes generais e capitães raramente foram alcançados através de confrontos directos entre forças, mas sim pelo desequilíbrio físico e psicológico do inimigo, recorrendo-se ao movimento e à surpresa. Como refere o historiador Richard Holmes em The Oxford Companion to Military History, Liddell Hart foi quem melhor representou para o século XX aquilo que Clausewitz representou para o século XIX.

B. H. Liddell Hart

Sir Basil Henry Liddell Hart nasceu em Paris, a 31 de Outubro de 1895. Desde a juventude, foi imensa a sua produção literária, traduzida em apontamentos, cartas e artigos sobre os mais variados temas, escrevendo mesmo em jornais como o Daily Telegraph ou o Football Evening News.
Quando a Primeira Guerra Mundial começou, Liddell Hart, então com 19 anos, abandonou o curso de História Moderna, e alistou-se no Exército Britânico, tornando-se oficial no Regimento de Infantaria Ligeira Kings Own Yorkshire.
Foi mobilizado para França, onde esteve de forma inconstante em 1915 mas intensa em 1916. Deixou o exército em 1927, com o posto de capitão, em consequência de um estado crónico de debilidade física provocado por gaseamentos. De então em diante, tornar-se-ia num profícuo historiador e analista de assuntos de defesa, sendo correspondente no Daily Telegraph de 1925 a 1935 – um lugar disputado e conquistado a outros candidatos, incluindo oficiais generais – e conselheiro para o The Times entre 1935 e 1939. A convicção e a argumentação da sua escrita, nomeadamente em defesa da sua teoria da «abordagem indirecta», não deixaram o poder político nem as elites militares indiferentes, e chegou a ser chamado para conselheiro pessoal de Leslie Hore-Belisha, ministro da Guerra no governo de Neville Chamberlain.
Depois da Segunda Guerra Mundial, aprofundou o seu trabalho em The Other Side of the Hill. Germany’s Generals. Their Rise and Fall, with Their Own Account of Military Events, 1939-1945 (1948) e editou The Rommel Papers (1953). Percorrendo a história militar desde 490 a.C. até ao período da Guerra Fria, Estratégia é a sua obra-prima. Morreu a 29 de Janeiro de 1970.