GRANTA EM LÍNGUA PORTUGUESA 2 - Tinta da China
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«Deus existe, acreditemos ou não. Eu não acredito mas sei que existe, de tanto ter lido a respeito dele. Tal como existem Romeu e Julieta, D. Quixote e Sancho Pança, as infelizes Emma Bovary e Anna Karénina, o triângulo trágico formado por Simão Botelho, Teresa e Mariana ou o casal Bentinho e Capitu. Seja matéria de fé religiosa ou simples constatação cultural, a existência de Deus (ou de deuses) impõe-se-nos desde tempos imemoriais. Antes de todos os outros, um autor anónimo criou o mundo ou foi criado por ele. Mesmo aqueles de nós que não se contam entre os crentes, não podem ignorar a presença avassaladora da mais poderosa entidade supra-humana. Salvaguardadas as profundas variações de cultura para cultura, a noção de transcendência é universal, seja ela monoteísta, politeísta ou mesmo panteísta. Não por acaso, Voltaire trata o tema, no seu Dicionário Filosófico, numa entrada que tem por título Deus, deuses
— Carlos Vaz Marques

Textos: Vanessa Barbara, Pedro Eiras, Louise Erdrich, Susana Ferreira, Ho Sok Fong, José Gardeazabal, Luisa Geisler, Hari Kunzru, Ana Cristina Leonardo, Claire Messud, Isabel Rio Novo, Sérgio Sant´Anna, Wendell Steavenson
Direcção de imagem: Daniel Blaufuks
Ensaios fotográficos: António Júlio Duarte e Lucia Koch
Ilustrações: André da Loba
Capa: André Carrilho

Carlos Vaz Marques

Carlos Vaz Marques (1964) é jornalista profissional desde 1987 e integra a redacção da TSF desde 1990, onde já desempenhou diversas funções. Mantém, desde Fevereiro de 2001, o programa de entrevistas Pessoal e… Transmissível. Coordena, desde Outubro de 2008, o programa semanal Governo Sombra, com Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira. É autor do programa O Livro do Dia, no ar de segunda a sexta-feira.
Como repórter, foi enviado especial a várias zonas do mundo. Como editor, foi responsável pela manhã informativa e pelo programa Fórum TSF. Além disso, tem colaborado em diversos jornais e revistas. Em 2005, foi premiado pela Casa da Imprensa como autor de rádio. Em 2009, recebeu o Prémio de Jornalismo Científico, com a grande reportagem Dari, primata como nós.
Foi, até 2018, o director da revista literária Granta Portugal, publicada pela Tinta-da-china desde 2013.
Dirige, na Tinta-da-china, a Colecção de Literatura de Viagens. Traduziu Paris, de Julien Green, O Japão É Um Lugar Estranho, de Peter Carey, Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, Histórias de Londres, de Enric González, Mi Buenos Aires Querido, de Ernesto Schoo, Entrevistas da Paris Review e Os Filósofos e o Amor, de Aude Lancelin e Marie Lemonnier (todos editados pela Tinta-da-china), além de Paisagens depois da Batalha (com Francisco José Viegas), de Juan Goytisolo (Relógio d’Água), Mortal e Rosa e E Como Eram as Ligas de Madame Bovary?, de Francisco Umbral (Campo das Letras).