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«Foi a poesia, antes da psicanálise, que nos tornou conscientes desta perturbante verdade existencial: somos múltiplos, habitados por heróis e vilões que se digladiam em silêncio. O que não temos dentro de nós, experimentamo-lo por empréstimo. Ouvimos os outros, reais ou imaginários, para vivermos outras vidas, escapando momentaneamente à nossa. Somos grandes, contemos multidões. Somos, cada qual à sua maneira, depósitos de histórias verdadeiras e inventadas, mas também fabricantes de realidades fantasmáticas: sonhos, fantasias e alucinações.»
— Carlos Vaz Marques

Textos de Abel Barros Baptista, Julian Barnes, Mathias Énard, Luísa Costa Gomes, Alan Hollinhurst, Pico Iyer, Filipa Melo, Vítor Nogueira, Joseph O’Neill, Harold Pinter, Jacinto Lucas Pires, Patrícia Portela, Tiago Rodrigues, Teresa Veiga
Ensaio fotográfico de Augusto Brázio
Ilustrações de Danuta Wojciechowska
Capa de Jorge Colombo

Carlos Vaz Marques

Carlos Vaz Marques (1964) é jornalista profissional desde 1987 e integra a redacção da TSF desde 1990, onde já desempenhou diversas funções. Mantém, desde Fevereiro de 2001, o programa de entrevistas Pessoal e… Transmissível. Coordena, desde Outubro de 2008, o programa semanal Governo Sombra, com Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira. É autor do programa O Livro do Dia, no ar de segunda a sexta-feira.
Como repórter, foi enviado especial a várias zonas do mundo. Como editor, foi responsável pela manhã informativa e pelo programa Fórum TSF. Além disso, tem colaborado em diversos jornais e revistas. Em 2005, foi premiado pela Casa da Imprensa como autor de rádio. Em 2009, recebeu o Prémio de Jornalismo Científico, com a grande reportagem Dari, primata como nós.
Foi, até 2018, o director da revista literária Granta Portugal, publicada pela Tinta-da-china desde 2013.
Dirige, na Tinta-da-china, a Colecção de Literatura de Viagens. Traduziu Paris, de Julien Green, O Japão É Um Lugar Estranho, de Peter Carey, Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, Histórias de Londres, de Enric González, Mi Buenos Aires Querido, de Ernesto Schoo, Entrevistas da Paris Review e Os Filósofos e o Amor, de Aude Lancelin e Marie Lemonnier (todos editados pela Tinta-da-china), além de Paisagens depois da Batalha (com Francisco José Viegas), de Juan Goytisolo (Relógio d’Água), Mortal e Rosa e E Como Eram as Ligas de Madame Bovary?, de Francisco Umbral (Campo das Letras).