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«Somos escravos da comida; escravos voluntários, é certo. Temos as nossas vidas organizadas em torno de rituais alimentares. Poderia traçar-se o retrato de cada um de nós a partir dos hábitos comensais, de acordo com as idiossincrasias e as diferentes circunstâncias de tempo e de lugar; uma biografia gastronómica, por assim dizer. A literatura já o faz há muito. Comer pode ser uma forma de redenção. E também, graças a deus, uma elaborada forma de pecar. Jorge Luis Borges imaginava o paraíso como uma espécie de biblioteca; se não for pedir muito, que seja uma biblioteca, de preferência, onde se possa comer e beber.»
— Carlos Vaz Marques

Textos de Luís Afonso, Djaimilia Pereira de Almeida, Ana Margarida de Carvalho, Alexandra Prado Coelho, Giles Foden, Mieko Kawakami, Tatiana Salem Levy, Adília Lopes, José Tolentino Mendonça, David Mitchell, Ricardo J. Rodrigues, Sousa Jamba, Graham Swift, Richard Zimler
Banda desenhada de Filipe Melo e Juan Cavia
Ilustrações e capa de André Carrilho

Carlos Vaz Marques

Carlos Vaz Marques (1964) é jornalista profissional desde 1987 e integra a redacção da TSF desde 1990, onde já desempenhou diversas funções. Mantém, desde Fevereiro de 2001, o programa de entrevistas Pessoal e… Transmissível. Coordena, desde Outubro de 2008, o programa semanal Governo Sombra, com Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Ricardo Araújo Pereira. É autor do programa O Livro do Dia, no ar de segunda a sexta-feira.
Como repórter, foi enviado especial a várias zonas do mundo. Como editor, foi responsável pela manhã informativa e pelo programa Fórum TSF. Além disso, tem colaborado em diversos jornais e revistas. Em 2005, foi premiado pela Casa da Imprensa como autor de rádio. Em 2009, recebeu o Prémio de Jornalismo Científico, com a grande reportagem Dari, primata como nós.
Foi, até 2018, o director da revista literária Granta Portugal, publicada pela Tinta-da-china desde 2013.
Dirige, na Tinta-da-china, a Colecção de Literatura de Viagens. Traduziu Paris, de Julien Green, O Japão É Um Lugar Estranho, de Peter Carey, Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, Histórias de Londres, de Enric González, Mi Buenos Aires Querido, de Ernesto Schoo, Entrevistas da Paris Review e Os Filósofos e o Amor, de Aude Lancelin e Marie Lemonnier (todos editados pela Tinta-da-china), além de Paisagens depois da Batalha (com Francisco José Viegas), de Juan Goytisolo (Relógio d’Água), Mortal e Rosa e E Como Eram as Ligas de Madame Bovary?, de Francisco Umbral (Campo das Letras).