GRANTA em Língua Portuguesa 7 - Tinta da China
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«Tenho um sono excelente, gabava‑se Freud, e sabemos mais ou menos o que isto significa; mas será que tinha também sonhos excelentes? Se a mente nunca dorme, então o sonho é o guardião do sono. Como é, aliás, o guardião da vida desperta. Mas o que é o sonho? Uma profecia? Um caos insignificante de estímulos e incongruências? Um conjunto de dramatizações e deslocamentos? Ou a vinda à superfície de desejos reprimidos?»
— Pedro Mexia

«Sono e sonho são experiências universais, comuns a todos os seres humanos, e ao mesmo tempo intensamente individuais. A coexistência dessas duas dimensões fica mais evidente em certos momentos da história, como o que estamos vivendo agora. É um momento oportuno para pensar no que o sono e o sonho têm a nos dizer, e é disso que trata esta edição.»
— Gustavo Pacheco

Textos: Daniela Abade, Afonso Reis Cabral, Rodolfo Fogwill, Jon Fosse, Ruth Franklin, Francisco Frazão, John Giorno, Catarina Gomes, A.L. Kennedy, Catherine Lacey, Giovana Madalosso, Jules Montague, Haruki Murakami, Ondjaki, Justine Picardie, Sérgio Rodrigues, Cláudia R. Sampaio, Anna Della Subin, Jeferson Tenório
Direcção de imagem: Daniel Blaufuks
Ensaios fotográficos: Claudia Andujar e Jorge Molder

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Gustavo Pacheco

Gustavo Pacheco nasceu no Rio de Janeiro em 1972. É doutor em Antropologia pelo Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publicou o seu primeiro livro, Alguns Humanos, em 2018.
Co-dirige a revista literária Granta em Língua Portuguesa, é cronista da revista Época e traduziu livros de Roberto Arlt, Julio Ramón Ribeyro e Patricio Pron. Como diplomata, trabalhou em Buenos Aires, na Cidade do México e em Brasília, onde vive actualmente.

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica. É crítico literário e cronista, consultor do presidente da República para a área cultural, e integra o Governo Sombra. Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. Dirige a colecção de poesia da Tinta-da-china e co-dirige a revista literária Granta em Língua Portuguesa.

Publicou seis livros de poesia, antologiados em «Menos por Menos» (2011), a que se seguiu Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015) e Poemas Escolhidos (2018). Editou os volumes de diários Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009), Lei Seca (2014) e Malparado (2017), e as colectâneas de crónicas Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013), Biblioteca (2015) e Lá Fora (2018, Grande Prémio de Crónica APE). No Brasil, saíram Queria mais é que chovesse (crónicas, 2015) e Contratempo (poesia, 2016).

Organizou um volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís, Contemplação Carinhosa da Angústia; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa [com José Tolentino Mendonça]; e O Homem Fatal, crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues. Traduziu Robert Bresson, Tom Stoppard, Hugo Williams, Martin Crimp e David Mamet. Em 2015 e 2016 integrou o júri do Prémio Camões.