GRANTA em Língua Portuguesa 8 - Tinta da China
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TEMA: Longe

«Tão Longe, Tão Perto, título de Wim Wenders, sugere que estas coordenadas antagónicas admitem ambiguidade, reversibilidade. O longe e o perto enquanto factos físicos não determinam forçosamente distância nem proximidade, porque assumem variadas formas, como as poéticas e as especulativas. O tema Longe permite diferentes declinações, individuais ou colectivas, em vastas distâncias percorridas ou com aquilo que está ao alcance da mão. Da América a Pequim, da História à política, da família ao espaço, a pergunta repete-se: o que é o perto e o que é o longe?»
— Pedro Mexia

«Ir até o ‘fim do mundo’, encontrar criaturas extraordinárias e depois viver para contar a história: algo tão antigo quanto a humanidade, e que se confunde com a própria origem da literatura. Se a distância física é a manifestação mais evidente disso, há muitas outras dimensões do Longe, começando pelo tempo; sem falar que muitos séculos e milhares de quilômetros às vezes parecem pequenos hiatos se comparados à imensa distância que pode existir entre duas pessoas que não se amam demais.»
— Gustavo Pacheco

Textos: Chloe Aridjis, William Atkins, Elsa Court, Mateo García Elizondo, Tiago Ferro, Michael Ignatieff, Adelaide Ivánova, Calila das Mercês, Yara Nakahanda Monteiro, José Viale Moutinho, Maria José Oliveira, Gunnhild Øyehaug, Edward W. Said, Marcelo Vicintin, Francisco José Viegas, Joana Stichini Vilela
Direcção de imagem: Daniel Blaufuks
Ensaios fotográficos: Ana Caria Pereira e Caio Reisewitz

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Gustavo Pacheco

Gustavo Pacheco nasceu no Rio de Janeiro em 1972. É doutor em Antropologia pelo Museu Nacional / Universidade Federal do Rio de Janeiro. Publicou o seu primeiro livro, Alguns Humanos, em 2018.
Co-dirige a revista literária Granta em Língua Portuguesa, é cronista da revista Época e traduziu livros de Roberto Arlt, Julio Ramón Ribeyro e Patricio Pron. Como diplomata, trabalhou em Buenos Aires, na Cidade do México e em Brasília, onde vive actualmente.

Pedro Mexia

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica. É crítico literário e cronista, consultor do presidente da República para a área cultural, e integra o Governo Sombra. Foi subdirector e director interino da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema. Dirige a colecção de poesia da Tinta-da-china e co-dirige a revista literária Granta em Língua Portuguesa.

Publicou seis livros de poesia, antologiados em «Menos por Menos» (2011), a que se seguiu Uma Vez Que Tudo se Perdeu (2015) e Poemas Escolhidos (2018). Editou os volumes de diários Fora do Mundo (2004), Prova de Vida (2007), Estado Civil (2009), Lei Seca (2014) e Malparado (2017), e as colectâneas de crónicas Primeira Pessoa (2006), Nada de Melancolia (2008), As Vidas dos Outros (2010), O Mundo dos Vivos (2012), Cinemateca (2013), Biblioteca (2015) e Lá Fora (2018, Grande Prémio de Crónica APE). No Brasil, saíram Queria mais é que chovesse (crónicas, 2015) e Contratempo (poesia, 2016).

Organizou um volume de ensaios de Agustina Bessa-Luís, Contemplação Carinhosa da Angústia; a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa [com José Tolentino Mendonça]; e O Homem Fatal, crónicas escolhidas de Nelson Rodrigues. Traduziu Robert Bresson, Tom Stoppard, Hugo Williams, Martin Crimp e David Mamet. Em 2015 e 2016 integrou o júri do Prémio Camões.