HAV - Tinta da China
20%

FINALISTA DO BOOKER PRIZE E DO PRÉMIO ARTHUR C. CLARKE

«Uma descrição brilhante do cruzamento entre Ocidente e Oriente, pela pena de alguém que realmente viu o mundo e que vive no mundo com o dobro da intensidade de qualquer um de nós.»
Guardian

Este livro levará o leitor a uma cidade do Mediterrâneo oriental onde seguramente nunca esteve. Mais: de que nunca ouviu falar. Hav, a cidade-estado imaginária, atraiu ao longo dos séculos os mais intrépidos viajantes — de Ibn Batuta a Richard Burton — e inspirou uma vasta galeria de artistas — de músicos como Chopin e Rimsky-Korsakov a escritores como Loti e Joyce. Até Hitler terá talvez pernoitado clandestinamente em Hav, um episódio nunca tirado a limpo. Tudo isto nos é contado por Jan Morris com a mesma capacidade de captar atmosferas e recriar ambientes que aplica a lugares, por assim dizer, verdadeiros. Hav — com a sua poderosa alegoria sobre um cruzamento de culturas arrasado de forma enigmática — passará, daqui em diante, a figurar no mapa interior de cada um dos leitores deste livro.

«O único romance de Jan Morris é de uma rara clareza: parte memória de viagens, parte ficção especulativa, parte alegoria política. Transporta o leitor para um lugar que nunca existiu, mas que poderia perfeitamente ter existido. Uma descrição brilhante do cruzamento entre Ocidente e Oriente, pela pena de alguém que realmente viu o mundo e que vive no mundo com o dobro da intensidade de qualquer um de nós.», Guardian

«Inventivo e intelectualmente estimulante, eis um relato ficcional acerca da maneira como a civilização contemporânea se perdeu no seu caminho. Uma experiência íntima de transformação e declínio.»
Sunday Telegraph

«Hav representa todos os lugares, apesar de não se situar em lugar nenhum.»
Traveller

Jan Morris

Jan Morris recebeu ao nascer, em 1926, na pequena cidade inglesa de Clevedon, o nome de James Humphrey Morris. Apesar da identidade masculina, percebeu «aos três, talvez quatro anos», que tinha nascido «no corpo errado». Estudou história em Oxford e aos 17 anos ingressou, como voluntário, no Exército inglês. Mais tarde foi integrado no 9.º Regimento de Lanceiros, célebre pelo seu carácter de clube selecto entre a elite militar britânica. Foi como oficial do Exército que conheceu Veneza, imediatamente após a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial.
Depois de deixar a vida militar integrou a redacção do jornal The Times. Nessas funções, acompanhou a primeira expedição britânica a alcançar o topo do Evereste, em 1953. Mais tarde, Jan Morris diria que a experiência enquanto jornalista «arruinou para sempre» qualquer possibilidade de vir a escrever ficção. Apesar disso, publicou dois romances e uma colectânea de contos. Publicou o primeiro livro, na sequência de uma visita aos Estados Unidos da América, em 1956. Daí em diante, escreveu relatos de viagens, livros de história e ensaios. No início dos anos 60 iniciou um tratamento hormonal, num longo período de transição do sexo masculino para o sexo feminino. Essa transição seria concluída em 1972, com uma operação cirúrgica, em Marrocos. A partir de então, James Morris passou a usar o nome de Jan Morris. Continuou, no entanto, a viver na companhia de Elizabeth Tuckiness, com quem se tinha casado em 1949 e de quem teve cinco filhos. Filha de pai galês e de mãe inglesa, Morris vive no País de Gales, sendo adepta do nacionalismo republicano galês.
Foi distinguida com o doutoramento honoris causa por duas universidades galesas, a de Gales e a de Glamorgan.
Em 2008, o The Times incluiu-a entre os 15 maiores escritores britânicos do pós-guerra.