HISTÓRIA E MEMÓRIA - Tinta da China
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A «ÚLTIMA LIÇÃO» DE UM DOS MAIORES HISTORIADORES PORTUGUESES

«A obra de Fernando Rosas não nasce da temporalidade da ditadura, mas da temporalidade da revolução. Nasce do gesto simples do historiador que, ao dizer que há uma História, recusa a duração do salazarismo e inscreve o corte revolucionário, devolvendo-nos um futuro.»
— Luís Trindade

«Activista político nos anos de toda a mudança, Rosas tinha então um incentivo fundamental para reflectir sobre o seu tempo e para buscar as raízes das contradições sociais que percorria. A História será sempre a melhor lupa, precisamente porque ela inquere a memória e não só o passado, isto é, pergunta-se sobre a coerência dos processos sociais e como evoluem.»
— Francisco Louçã

Registo da «última lição» do historiador enquanto professor universitário, este livro inclui ainda os contributos de Helena Trindade Lopes, Luís Trindade e Francisco Louçã, bem como uma entrevista de vida.

Fernando Rosas

Fernando Rosas nasceu em Lisboa em 1946. É professor catedrático jubilado no Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e foi presidente do Instituto de História Contemporânea da mesma faculdade. Desenvolve o seu percurso académico sobretudo em torno da História Contemporânea e da História de Portugal no século XX. Foi membro do conselho de redacção da revista Penélope — fazer e desfazer a História, e director da revista História.
Entre as obras que publicou contam-se: Salazar e os Fascismos (2019); Salazar e o Poder — A arte de saber durar (Prémio PEN Ensaio 2012); Lisboa RevolucionáriaHistória da Primeira República Portuguesa (com Maria Fernanda Rollo); Estado Novo e Universidade — A perseguição aos professores (com Cristina Sizifredo); História e MemóriaEstado Novo nos Anos Trinta — Elementos para o Estudo da Natureza Económica e Social do Salazarismo (1928-1938); coordenação de Portugal e o Estado Novo (1930-1960), vol. XII; Nova História de Portugal (dir. Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques); Estado Novo (1926-1974), vol. VII; História de Portugal (dir. José Mattoso); Portugal Século XX: 1890-1976: Pensamento e Acção PolíticaA Transição Falhada: o Marcelismo e o Fim do Estado Novo: 1968-1974 (coord. com Pedro Aires Oliveira).
Tem livros e artigos publicados em Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos da América e Brasil. Em 2006, foi condecorado pelo presidente da República com a Ordem da Liberdade.