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«A palavra ‘deslumbramento’ não é exagerada. Livros sobre cidades são quase tantos como as estrelas no céu, mas, que eu conheça, nenhum é como este. Julgava eu que conhecia satisfatoriamente Manhattan e os seus arredores, mas a dimensão do meu engano tornou-se-me clara logo às primeiras páginas do livro. Poucas leituras me deram tanto prazer nestes últimos anos.»
— José Saramago

«Há neste livro uma grave inverdade (perdoe-se-me a linguagem parlamentar): escreve o autor, a páginas tantas, que o leitor, aqui, ‘não aprenderá grande coisa’. Enric González, dirigindo-se a quem o lê, permite-se até usar o modo imperativo: ‘ponha de parte este livro’. A ordem chega tarde de mais, evidentemente: depois de lidas 50 páginas, duvido que alguém abandone por vontade própria Histórias de Nova Iorque.
Reponha-se então a verdade: este livro tem muito para ensinar. Aprenderá com ele mesmo quem julga conhecer bem, ou pelo menos satisfatoriamente (ver-se-á mais adiante a pertinência do advérbio), a cidade que, diz a canção, nunca dorme.»
— Carlos Vaz Marques

Entre episódios burlescos da máfia nova-iorquina, a impossibilidade de se encontrar um apartamento aceitável na cidade, curiosidades sobre lugares simbólicos – bairros, museus, bares e restaurantes – e referências a figuras que marcam a identidade urbana (Woody Allen, Oliver Sacks, Lou Reed, Rudy Giuliani), Enric González apresenta a sua visão pessoalíssima da mais mítica das metrópoles.

Enric González

Enric González nasceu em Barcelona, em 1959. Começou a sua carreira no jornalismo aos 17 anos, escrevendo para três periódicos catalães antes de, na década de 1980, ingressar no El País. Foi correspondente deste jornal em Londres, Paris, Nova Iorque, Washington e Roma. Cobriu a Guerra do Golfo, o genocídio do Ruanda e os ensaios nucleares no Atol da Moruroa, entre vários outros grandes acontecimentos dos séculos XX e XXI.
Em 2006 recebeu o Prémio Cirilo Rodríguez para melhor correspondente da imprensa espanhola e, em 2009, o Prémio Cidade de Barcelona de Jornalismo.