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«Em Histórias de Roma, Enric González parte de uma frase de Sciascia: ‘Itália é um país sem verdade.’ E assim o escritor ocioso ilumina Roma, teatro barroco híbrido de argila e mármore. Viajante arguto, González desperta no leitor, a cada novo livro, um ímpeto viciante. Habituamo-nos depressa, desabituamo‑nos com dificuldade.»
El Mundo

«Dominada durante séculos por mammas e Papas, Roma é uma cidade irresistivelmente burlesca. Extraordinário observador, Enric González retrata-a para além das aparências e do olhar deslumbrado próprio do turista mais ou menos acidental, conseguindo o verdadeiro prodígio de entrecruzar o passado e o presente, o comezinho e o decisivo, o imediato e o intemporal. Tão depressa se detém na ‘delicada questão da pizza’ como na história ‘feia e sinistra’ da Basílica de São Pedro, localizada num terreno que foi cemitério e circo, antes de se tornar o epicentro do catolicismo.
Roma é uma cidade tão antiga que desconhece as suas próprias origens. Por isso, teve de inventar a lenda fundadora, e improvável, dos dois irmãos alimentados por uma loba. Também no nosso passado há lendas, evidentemente, mas há em simultâneo um facto indesmentível: Roma foi decisiva para sermos o que somos. Desde logo na origem da língua portuguesa. Em certo sentido, portanto, ainda somos todos romanos.»
— Carlos Vaz Marques

Enric González

Enric González nasceu em Barcelona, em 1959. Começou a sua carreira no jornalismo aos 17 anos, escrevendo para três periódicos catalães antes de, na década de 1980, ingressar no El País. Foi correspondente deste jornal em Londres, Paris, Nova Iorque, Washington e Roma. Cobriu a Guerra do Golfo, o genocídio do Ruanda e os ensaios nucleares no Atol da Moruroa, entre vários outros grandes acontecimentos dos séculos XX e XXI.
Em 2006 recebeu o Prémio Cirilo Rodríguez para melhor correspondente da imprensa espanhola e, em 2009, o Prémio Cidade de Barcelona de Jornalismo.