NEGRO NUNCA MAIS - Tinta da China
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UMA SÁTIRA ICÓNICA QUE LEVANTA A PROVOCADORA QUESTÃO: O QUE ACONTECERIA SE TODOS OS NEGROS PASSASSEM A SER BRANCOS?

«A obra de George Schuyler não foi recebida sem polémica nos Estados Unidos. A sua imaginativa sátira era um ataque feroz aos mitos da supre­macia branca. Mas o autor questionava também os equívocos da pureza racial e das identidades vistas como essências biológicas. Mesmo antes da publicação do romance, em 1931, Schuyler criticava a hipocrisia moral e o enriquecimen­to ilícito de alguns dos dirigentes do movimen­to conhecido como Harlem Renaissance ou do movimento chamado Nação do Islão defendido por Malcolm X. Schuyler foi acusado de traição à causa dos seus irmãos negros. […]

Noventa anos depois da sua estreia, Negro Nunca Mais mantém uma pungente actualidade. Permanece intacta a relevância e susceptibilida­de do preconceito racial como um assunto que não admite nem ambiguidade nem ligeireza. Uma coisa me parece certa: em muitas redes sociais de hoje George Schuyler seria ‘cancelado’ e a obra de­finitivamente censurada.»

— Mia Couto, Prefácio

George S. Schuyler

GEORGE S. SCHUYLER (1895-1977) nasceu em Providence, Rhode Island, e, ainda adolescente, alistou-se no exército, onde chegou à patente de primeiro-tenente, antes de desertar devido a uma série de incidentes racistas. Instalou-se em Nova Iorque e trabalhou como jornalista na revista The Messenger, pertencente ao grupo socialista «Friends of Negro Freedom» (Amigos da Liberdade Negra). Mais tarde, escreveria para a revista The Nation e para os jornais The
Washington Post e Pittsburgh Courier, tornando-se o primeiro jornalista negro de fama nacional nos EUA. Além de Negro Nunca Mais (1931), Schuyler escreveu o romance Slaves Today («Escravos de Hoje»), assim como várias novelas e uma autobiografia.