OS FILÓSOFOS E O AMOR - Tinta da China

«Alguns dos maiores pensadores do Ocidente reservaram a este ‘sentimento’ [o amor] que só é nosso por nós sermos impensavelmente dele a sua atenção e a sua vigília filosófica. E sem ‘filosofia nenhuma’, foram ao mesmo tempo o lugar ‘clos, vertiginoso, da incandescência, turbação, glória ou miséria indizível’ do único deus mortal das nossas existências.»
— Eduardo Lourenço

Acesso à eternidade para Platão, o amor é uma ilusão mortal para Lucrécio. Desafio de toda uma existência para Kierkegaard, não passa, segundo Schopenhauer, de uma artimanha do instinto sexual. Quanto a Rousseau, inventor do romantismo, é difícil encontrar um sistema filosófico mais estreitamente ligado às nevroses do seu autor.
A par das concepções teóricas acerca do amor, do sexo e das relações entre os dois géneros da espécie humana, este livro desvenda também a vida amorosa dos filósofos: o donjuanismo desenfreado de Sartre, a lendária ausência de libido em Kant, os fracassos de Nietzsche entre as jovens raparigas, incluindo inúmeros episódios mais ou menos sérios, mais ou menos bizarros, em boa parte pouco conhecidos. Caberá ao leitor a tarefa de decidir se eles saberão consolar-lhe os males de amor.

Platão | Lucrécio | Montaigne | Rousseau | Kant | Schopenhauer | Kierkegaard | Nietzsche | Heidegger | Arendt | Sartre

Aude Lancelin

Aude Lancelin nasceu em 1973 e é, desde 1996, professora de Filosofia na Sorbonne. Em 2000, integrou o semanário Nouvel Observateur, cobrindo os temas da cultura, em especial a crítica literária e a filosofia, tendo realizado entrevistas com filósofos contemporâneos de renome, nomeadamente Alain Badiou, Peter Sloterdijk e Slavoj Zizek.

Marie Lemonnier

Marie Lemonnier nasceu em 1974 e é formada em Línguas Modernas e Filosofia. É jornalista no Nouvel Observateur, na área da cultura.