POBRE E MAL AGRADECIDO - Tinta da China
30%

«Um livro que eu gostaria de ter escrito – e tê-lo-ia feito, se não fosse um palerma.»
— Ricardo Araújo Pereira

Se não foram os portugueses a inventar a expressão pobre e mal agradecido, foi certamente esta expressão que inventou os portugueses. Esta obra reúne um conjunto de textos de opinião e de crítica, nos quais Rui Tavares, em estilo fluente que não se quer largar, abrange temas tão variados como a religião, a política, a arte e a literatura, o ensino, os vícios de pensamento.
Esta colecção de argumentos patalógicos, ou seja, sentimentais e filosóficos, sobre política, cultura e vida em tempos de crise reivindica o consolo e o privilégio da insolência.
O registo da prosa oscila entre a seriedade dos temas, com belas homenagens a escritores como George Orwell ou Italo Calvino, e o humor e sarcasmo de polémicas como a dos crucifixos nas escolas ou a das últimas eleições presidenciais. Em qualquer dos casos, o autor apresenta-nos sempre um raciocínio evidente e claro, que acompanhamos com prazer.
Segundo Rui Tavares, «Todos temos o direito de estar irritados. Mas quando se escreve para o público não basta saber que se está irritado, é preciso saber como se está irritado.»

Rui Tavares

Rui Tavares (Lisboa, 1972) é escritor e historiador, com estudos em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a censura portuguesa no século XVIII, «Le Censeur Éclairé», que constitui a base de O Censor Iluminado. Investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é actualmente policy leader fellow no Instituto Universitário Europeu de Florença. É cronista no jornal Público e comentador da RTP. Foi eurodeputado (2009-2104) e é um dos fundadores do partido LIVRE.
Com a Tinta-da-china publicou O Pequeno Livro do Grande Terramoto (prémio RTP/Público Melhor Ensaio 2005), traduzido em russo e que será em breve publicado em Itália; Pobre e Mal Agradecido (crónicas, 2006); O Arquitecto (teatro, 2007), também publicado no Brasil; O Regicídio (ensaio, 2008; com Maria Alice Samara), O Fiasco do Milénio (crónicas, 2009); A Ironia do Projeto Europeu (ensaio, 2012); Esquerda e Direita: Guia histórico para o século XXI (ensaio; 2015); O Censor Iluminado (ensaio; 2018). É coordenador da colecção Portugal, uma Retrospectiva, publicada na Tinta-da-china durante o ano de 2019.
As suas traduções de Cândido, ou o Optimismo, de Voltaire, e de Tratado da Magia, de Giordano Bruno, estão também publicadas na Tinta-da-china.