PORTUGAL À CORONHADA - Tinta da China
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Um país de brandos costumes? Não responda sem antes conhecer esta história dos confrontos entre a população portuguesa e forças militares e policiais do Estado.

A ideia de que a população portuguesa sempre viveu pacatamente, aceitando sem contestar as contrariedades económicas e políticas (incluindo quatro décadas de ditadura), é falsa. As suas relações com o Estado traduziram-se em frequentes conflitos, que os governos tentaram controlar com recurso a diferentes tácticas e instrumentos.

Este livro é ao mesmo tempo uma história dos movimentos sociais em Portugal e uma história das intervenções da polícia e do exército nesses conflitos, desde a vitória liberal de 1834 até à consolidação da democracia, em finais do século XX. E tem em conta duas dimensões: primeiro, a capacidade de o Estado se afirmar no território e construir uma administração respeitada, que conhece a população e o território, que cobra impostos e que assegura a vigência da lei e o respeito pelas sentenças judiciais; segundo, os dilemas políticos implícitos no uso da força para manter a ordem, sobretudo quando a coerção se abate sobre cidadãos que defendem os seus direitos.

Diego Palacios Cerezales

Diego Palacios Cerezales é professor de História da Europa na Universidade de Stirling, no Reino Unido. Trabalha sobre os movimentos sociais, a polícia e o Estado em Espanha e em Portugal durante os séculos XIX e XX.
Tem diversos artigos publicados, para além dos livros Estranhos Corpos Políticos. Protesto e Mobilização no Portugal do Século XIX (Lisboa, Unipop, 2014) e O Poder Caiu na Rua. Crise de Estado e Acções Colectivas na Revolução Portuguesa, 1974-1975 (Lisboa, ICS, 2003).