PRIMEIRAS MULHERES REPÓRTERES - Tinta da China
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Alice Vieira, Edite Soeiro, Diana Andringa, Leonor Pinhão, Maria Antónia Palla, Maria Teresa Horta: as mulheres que falam neste livro são as que abriram portas para que as coisas começassem mudar nas redacções dos jornais.

«Estas mulheres tiveram de lutar, por um lado, contra as arbitrariedades de um regime repressivo e, por outro, contra a arrogância e/ou a insensibilidade dos seus próprios camaradas de profissão, mesmo os mais ‘progressistas’. E lutaram. Como se viu mais tarde, não bastava, não bastou, derrubar a ditadura para que tudo mudasse. O que [neste livro] nos é revelado não será propriamente ‘novidade’, salvo para os mais distraídos. Já sabíamos, já pressentíamos, que era assim, que fora assim. Mas não tínhamos ‘visto’, não tínhamos ‘entrado’ desta maneira no interior das redacções, na década em que o mundo ia começar a mudar mas em que a percentagem de mulheres jornalistas sindicalizadas era apenas de dois por cento. É que, como nos lembra Isabel Ventura, em 1960 havia dez mulheres jornalistas sindicalizadas, algumas delas desempenhando apenas funções de apoio. As mulheres que chegavam às redacções estavam confinadas à secção de Sociedade, às páginas culturais, aos suplementos juvenis. […] As mulheres que falam neste livro são as que abriram portas para que as coisas começassem mudar nas redacções dos jornais.»
— Fernando Alves

Isabel Ventura

Isabel Ventura (Lisboa, 1975) doutorou‑se em Sociologia na Universidade do Minho, com a tese Medusa no Palácio da Justiça – Imagens sobre mulheres, sexualidade e violência a partir dos discursos e práticas judiciais, que deu origem ao livro com o mesmo nome e valeu à autora o Prémio APAV Investigação.
É mestre em Estudos sobre as Mulheres (Universidade Aberta) e licenciada em Jornalismo (Universidade de Coimbra).
É docente convidada da Escola de Direito da Universidade Católica do Porto, onde coordena o seminário de mestrado «Direito e Género: o caso dos crimes sexuais», e membro do conselho editorial da editora científica Palgrave Communications. Coordena a Rede de investigador@s emergentes da APEM (Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres). Com a Tinta‑ da china publicou em 2012 o livro As Primeiras Mulheres Repórteres.