QUIM E MANECAS - Tinta da China
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A principal ambição deste volume é que os leitores desfrutem das aventuras de Quim e Manecas, recuperando os melhores episódios da série, originalmente publicados entre 1915 e 1918 n’O Século Cómico.

«É a arte e o talento de Stuart que dão cimento a toda esta criação. De um começo ingénuo, inspirado nas partidas de crianças, que são uma das matrizes fundadoras da BD, a série vai evoluir rapidamente para uma assinalável maturidade, rara ou mesmo única na Europa do seu tempo. O traço fácil e expressivo, a modernidade de ritmo, a harmonia estética e cromática de muitas páginas, um humor que transparece não só do texto mas das próprias personagens e situações, a ternura das figuras principais, tudo isso e muito mais fazem de Quim e Manecas uma das grandes obras da arte portuguesa do século XX.»
— João Paulo de Paiva Boléo

Stuart Carvalhais

José Herculano Stuart Torrie d’Almeida Carvalhais nasceu em Vila Real a 7 de Março de 1887 e morreu a 2 de Março de 1961. O seu pai foi correspondente em Vila Real de um jornal humorístico e de caricaturas intitulado O Dragão, publicado no Porto, cujo primeiro número saiu em 1887. Após vários anos em Espanha, regressou a Portugal em 1891. Como ilustrador, Stuart começou por participar em mostras colectivas, como as primeiras dos Humoristas em Lisboa, a Exposição dos Humoristas Portugueses e Espanhóis (1920) e a Exposição de Artes Plásticas (1935).
Em 1914, colaborou no jornal satírico monárquico O Papagaio Real. Em 1915, iniciava as célebres Aventuras do Quim e do Manecas no suplemento humorístico de O Século. Na década de 20 do século XX ganhou grande popularidade pelos seus trabalhos no Diário de Lisboa e em A Batalha.
Em 1922, desenhava para o ABCzinho. Colaborou ainda nas publicações A CorjaEspectro, O Século CómicoO Riso da VitóriaA Choldra e Diário de Notícias, assim como nas revistas Ilustração e Sempre Fixe.
Como artista gráfico, somava encomendas: da ementa do Bristol Club, aos conjuntos de postais ilustrados realizados para a exposição de 1925 dos Mercados, ou à concepção da publicidade da Sassetti. Cenógrafo e figurinista do Teatro Nacional e do Politeama, desenvolveu actividade no cinema (em 1916, trabalhou na adaptação a filme das Aventuras do Quim e do Manecas), ingressando também na realização (O Condenado, com Mário Huguin) e desdobrou-se como actor, decorador, cenógrafo e gráfico.