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OS PORTUGUESES TERÃO SIDO MAIS BRANDOS E MENOS RACISTAS DO QUE AS OUTRAS POTÊNCIAS COLONIAIS?

«Porque não aprendemos na escola que existiu em Angola e em Moçambique um apartheid alimentado por Portugal, a potência que não hesitou em promover o trabalho escravo até 1974? Vamos perpetuar a narrativa de um colonizador que não discriminava porque se miscigenou com as populações locais, quando sabemos que as obrigava a despir-se da sua identidade africana, a mudar de nome, a alisar o cabelo ou a obliterar a sua língua? Até quando iremos contribuir para uma mentalidade acrítica sobre um dos fenómenos mais violentos da nossa história? Finalmente: o que revela esta perspectiva de brandura de olhar sobre nós próprios, portugueses?»

A partir de inúmeras entrevistas feitas em Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, Joana Gorjão Henriques desconstrói o tema tabu do racismo no colonialismo português.

Inclui DVD de oferta, com as reportagens feitas para o jornal Público.

Joana Gorjão Henriques

Joana Gorjão Henriques (Lisboa, 1975) é jornalista do Público desde 2000. Foi bolseira da Nieman Foundation for Journalism na Universidade de Harvard (EUA) e fez uma pós-graduação em Sociologia, na London School of Economics (Inglaterra).
Com o livro Racismo em Português (Tinta-da-china, 2016), que trata o lado africano da história colonial, e outros trabalhos sobre racismo, tem recebido vários prémios de jornalismo: Prémio AMI — Jornalismo Contra a Indiferença; prémio e menção honrosa de Jornalismo (imprensa escrita) de Direitos Humanos e Integração, atribuído pela Comissão Nacional da UNESCO e pela secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros; menção honrosa da fundação Corações com Coroa; e duas vezes o prémio de imprensa escrita Comunicação «Pela Diversidade Cultural», atribuído pelo Alto Comissariado para as Migrações.