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COMO É SER NEGRO EM PORTUGAL NO SÉCULO XXI?

Há uma mulher que só foi chamada para uma entrevista num banco porque não colocou a sua fotografia no currículo; uma avó da Linha de Sintra que é atirada ao chão por um agente da autoridade quando pergunta por que razão querem prender o seu neto adolescente; uma professora universitária a quem perguntam, no hospital, se sabe ler; um advogado a quem um dia um polícia disse: «Um preto é sempre suspeito.»

São histórias reais e acontecem em Portugal, hoje. Compõem o retrato de um país que continua a viver no mito do não racismo. Um país que mais depressa condena um negro, um país que recusa a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes nascidos cá, um país onde ainda se encontram listas de escravos nos baús dos avós, entre outros brandos — brancos — costumes.

 

PRÉMIO GAZETA DE IMPRENSA 2017 – Clube de Jornalistas

PRÉMIO JORNALISMO DIREITOS HUMANOS & INTEGRAÇÃO – Unesco

MEDALHA DE OURO comemorativa do 50.º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos – Assembleia da República

 

[Inclui DVD de oferta, com as reportagens feitas para o jornal Público.]

Joana Gorjão Henriques

Joana Gorjão Henriques (Lisboa, 1975) é jornalista do Público desde 2000. Foi bolseira da Nieman Foundation for Journalism na Universidade de Harvard (EUA) e fez uma pós-graduação em Sociologia, na London School of Economics (Inglaterra).
Com o livro Racismo em Português (Tinta-da-china, 2016), que trata o lado africano da história colonial, e outros trabalhos sobre racismo, tem recebido vários prémios de jornalismo: Prémio AMI — Jornalismo Contra a Indiferença; prémio e menção honrosa de Jornalismo (imprensa escrita) de Direitos Humanos e Integração, atribuído pela Comissão Nacional da UNESCO e pela secretaria-geral da Presidência do Conselho de Ministros; menção honrosa da fundação Corações com Coroa; e duas vezes o prémio de imprensa escrita Comunicação «Pela Diversidade Cultural», atribuído pelo Alto Comissariado para as Migrações.