REINO - Tinta da China
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UM LIVRO TOTAL SOBRE A MAIS TOTAL DAS RELIGIÕES: O  CRISTIANISMO

O Reino conta a história dos primórdios do cristianismo e de como dois homens, Paulo de Tarso e Lucas, transformaram uma pequena seita de judeus, liderados pelo seu pregador crucificado, numa religião que em três séculos minou o Império Romano e depois conquistou o mundo.

Pela mão de Emmanuel Carrère, acedemos ao mundo mediterrânico do século I, onde personagens vívidas protagonizam uma intensa agitação política e religiosa (não havia assim tanto sossego nos domínios da pax romana…). Ao mesmo tempo, habilmente entretecido na trama histórica, O Reino é também uma meditação sobre o que é verdadeiramente o cristianismo e em que medida — com a sua inversão radical de valores (os primeiros serão os últimos, os ricos serão os pobres…) — ele ainda hoje nos interpela, sejamos ou não crentes.

Carrère submerge por completo nesta história. Há 25 anos, em profunda crise existencial, tornou-se um cristão fervoroso, um católico praticante com quem cedo deixou de se identificar. O agnosticismo, porém, não o impede de querer interpelar a fé, de querer compreendê-la. E é isso que faz, com honestidade e sem autocensura, entrecruzando a sua história pessoal com as do apóstolo e do evangelista, ambos outrora também de carne e osso.

«A certa altura da minha vida, fui cristão. Durou três anos. Depois acabou. Assunto encerrado, portanto? Não inteiramente, uma vez que vinte anos depois senti necessidade de regressar ao tema. E os caminhos do Novo Testamento que em tempos percorri como crente, percorro-os hoje de novo — como romancista? como historiador? Como inquiridor, digamos.»

VENCEDOR DO PRÉMIO LE MONDE 2014
MELHOR LIVRO DO ANO NA LIRE

Emmanuel Carrère

Emmanuel Carrère nasceu em Paris, em 1957. É um dos maiores escritores europeus da actualidade, e é também realizador de cinema.
Autor de uma vasta obra, escreveu, entre outros, os livros BravoureLa MoustachePesadelo na NeveLimonov e Le Royaume.
O Adversário foi adaptado ao cinema em 2002. Amplamente reconhecido pelos leitores e pela crítica, recebeu, nomeadamente, o Prémio Renaudot, o Prémio Femina, o Prémio Europeu de Literatura e, pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura Henri Gal, da Academia Francesa.