UMA HISTÓRIA DA LEITURA - Tinta da China
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«A relação entre um leitor e um livro é daquelas que eliminam as barreiras do tempo e do espaço e permite algo a que Francisco de Quevedo chamou ‘conversas com os mortos’. Nessas conversas, sou revelado. Elas moldam‑me e concedem‑me um certo poder mágico.»

Há sempre um momento, mesmo que difuso, em que cada um de nós olha para a página de um livro e começa a entender o que está lá escrito. Esse momento fundador, que equivale à abertura de um imenso universo de possibilidades, transforma‑nos naquela entidade sem a qual os livros seriam apenas objectos sem significado — um leitor.

De tábuas de barro ao papel, de códigos complexos a um simples scroll down, cada leitor entra, com a sua perspectiva, numa cadeia com mais de seis mil anos. A leitura é uma imensa experiência que Alberto Manguel, ensaísta conceituado e bibliófilo apaixonado, apresenta aqui desde tempos antigos, em que um grão‑vizir da Pérsia carregava a sua biblioteca para todo o lado em camelos que caminhavam em ordem alfabética, até aos dias de hoje, mostrando como a leitura pode ser sedução, rebelião, obsessão, alegria, liberdade e muito mais.

Best‑seller internacional.
Traduzido em mais de trinta línguas.
Com nova tradução e nova introdução do autor.

Alberto Manguel

Alberto Manguel (1948, Buenos Aires) cresceu em Telavive e na Argentina.
Aos 16 anos, trabalhava na livraria Pygmalion, em Buenos Aires, quando Jorge Luis Borges lhe pediu que lesse para ele em sua casa. Foi leitor de Borges entre 1964 e 1968. Em 1968, mudou‑se para a Europa. Viveu em Espanha, França, Itália e Inglaterra, ganhando a vida como leitor e tradutor para várias editoras. Editou cerca de uma dezena de antologias de contos sobre temas tão díspares como o fantástico ou a literatura erótica.
É ensaísta, romancista premiado e autor de vários best‑sellers internacionais, como Dicionário de Lugares ImagináriosUma História da CuriosidadeA Biblioteca à NoiteEmbalando a Minha Biblioteca, Com Borges e Uma História da Leitura (Tinta‑da‑china, 2013, 2015, 2016, 2018, 2020 e 2020, respectivamente). Foi director da Biblioteca Nacional da Argentina entre 2016 e 2018. Recebeu o Prémio Formentor das Letras em 2017.
Actualmente, vive em Lisboa, onde vai dirigir uma biblioteca e o Centro de Estudos da História da Leitura