VERÃO DE 2012 (bolso) - Tinta da China
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«Pode um livro escrito com o cuidado que um pássaro põe na construção do ninho, feito de frases e palavras justas e procedimentos metaliterários, ganhar a força de um panfleto? Pode. A prova chama-se O Verão de 2012
— Ana Cristina Leonardo, Expresso

Durante o Verão de 2012, um psiquiatra e o seu paciente conversam e trocam correspondência acerca do confronto entre a vida e a morte.
Para este diálogo são trazidas mais personagens — William Beckford e outros autores setecentistas que escreveram sobre Portugal, a escritora Frances Brooke, Lenine, Curzio Malaparte. Nele intervêm igualmente o céu e a terra, os bichos e as plantas, a história e a situação de Portugal, o corpo humano e a sua degenerescência.
À medida que o Verão se desvanece no Outono e se aproxima o fatídico dia 21 de Dezembro de 2012, em que o mundo podia ter acabado, o paciente toma uma decisão cujos efeitos estão à altura da catástrofe que pressente avolumar-se em si e à sua volta.

Paulo Varela Gomes

Paulo Varela Gomes (1952-2016) foi professor dos ensinos secundário e superior até se reformar em 2012, autor de artigos e livros da sua área de especialidade (História da Arquitectura e da Arte), colaborador e cronista permanente de vários jornais e revistas, designadamente do Público, autor e apresentador de documentários de televisão. Escreveu o livro de crónicas Ouro e Cinza e os romances O Verão de 2012Hotel (Prémio PEN Narrativa 2015), Era Uma Vez em Goa e Passos Perdidos. Em 2015, publicou na revista Granta o texto Morrer é mais difícil do que parece.